Professores do município de São Luís entram em greve hoje

Prefeitura de São Luís não apresentou nova proposta, nem apresentou documentos que demonstrassem a inviabilidade de um reajuste maior que o já apresentado pelo sindicato

Professores e professoras da rede pública municipal de São Luís, entraram em greve geral hoje,18. A greve teve início com um ato público que aconteceu nesta manhã, na praça Deodoro, Centro.

A decisão do sindicato foi tomada no último dia 08 de abril, quando a categoria em assembleia geral, voltou, por unanimidade, pela deflagração da greve.

A categoria busca construir o movimento paredista disposta a defender os direitos do magistério e o futuro de sua carreira, rechaçando veementemente a proposta feita pela Prefeitura de São Luís, de reajustar em apenas 5% os salários dos professores.

Nesta Assembleia Geral, a diretoria do Sindeducação atualizou os presentes sobre a 5ª Rodada da Mesa de Negociação, ocorrida um dia antes. Nessa reunião, que contou apenas com representante do jurídico da Secretaria Municipal de Educação (Semed) – a titular da pasta estava em viagem internacional, e também com representantes da Secretaria Municipal de Administração e Instituto de previdência e Assistência do Município (Ipam), foram encerradas as tratativas, considerando que a Prefeitura de São Luís não apresentou nova proposta, nem apresentou documentos que demonstrassem a inviabilidade de um reajuste maior que o já apresentado. Assim, o sindicato reafirmou o posicionamento aprovado na Assembleia de 2 de abril: atualização do piso para professores com Nível Médio e a repercussão dele em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para todos os professores com Nível Superior.

Cientes que deram ao Prefeito Eduardo Braide tempo suficiente para o diálogo, foram mais de dois meses de negociações para a Prefeitura de São Luís apresentar uma proposta de valorização para todos os profissionais do magistério, os professores manifestaram total repúdio aos últimos acontecimentos em que a gestão municipal, através dos meios de comunicação, tenta colocar a opinião pública contra os mais de 8 mil profissionais, tentando desmoralizar as reivindicações feitas pelo Sindeducação, que busca além de valorização e respeito aos profissionais, uma educação pública de qualidade, com mais investimentos e transparência com os gastos dos recursos públicos. Para os professores, o gestor não faz ideia ainda da força da categoria que já organizou um dos maiores movimentos paredistas do Brasil no ano de 2014.

Na Assembleia Geral de sexta-feira, a professora Ana Paula Martins, secretária de Comunicação do Sindeducação, mostrou aos professores (as) o que pode acontecer com suas carreiras, a curto e médio prazo caso, bem como o reflexo negativo para aposentadoria do reajuste de 5%, caso seja efetivado. A diretora mostrou como fica o impacto do reajuste diferenciado entre Nível Médio e Nível Superior, a proporção da carreira cai para 27%, sendo que essa diferença se mantém em 65% desde 2008, quando a carreira foi aprovada. Para os professores, numa clara demonstração de desrespeito, Braide está dizendo que não vale mais à pena o docente investir na formação superior e que não adianta investir na pós-graduação, mestrado e doutorado.


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