Diante de multidão, Bolsonaro ameaça STF e políticos pedem que ela seja preso ou impichado antes de dar golpe

Diante de multidão em Brasília, o presidente da República Jair Bolsonaro voltou a ameaçar hoje,07, tanto o STF quanto ministros específicos da Corte.

Sem citar nomes, ele se dirigiu a Alexandre de Moraes, que é o relator do inquérito dos atos antidemocráticos e tem mandado prender bolsonaristas nos últimos meses e horas.

O presidente da República se tornou alvo do inquérito e um dos filhos dele, o vereador Carlos Bolsonaro, corre o risco de ser um dos presos por Moraes, dependendo do andamento da investigação.

“Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes [Alerxandre de Moraes] continue barbarizando a nossa população. Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil. Ou o chefe desse poder [Luiz Fux] enquadra o seu ou esse poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, afirmou o presidente da República.

O aquilo que nós “não queremos” são o cabo e o soldado que dariam conta de fechar o STF, na frase dita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro já em julho de 2018, antes de o pai ser eleito.

“Nós todos aqui, sem exceção, somos aqueles que dirão para onde o Brasil deverá ir. Temos em nossa bandeira escrito ordem e progresso. É isso que nós queremos. Não queremos ruptura, não queremos brigar com poder nenhum. Mas não podemos admitir que uma pessoa turve a nossa democracia. Não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade”, ele avançou.

O presidente mencionou no discurso em Brasília uma reunião do Conselho da República que seria realizada na quarta-feira, 8. Por lei, o Conselho é encarregado de tratar de estado de sítio, estado de defesa, intervenção federal e o que estiver relacionado à estabilidade das instituições democráticas.

Porém, integrantes do Conselho, como os presidentes do STF, da Câmara e do Senado, informaram à Folha de S. Paulo desconhecerem qualquer reunião.

Nas últimas semanas, o governo investiu pesado na convocação do ato.

Deu ao 7 de Setembro todo o simbolismo: o presidente hasteou a bandeira nacional com seu ministério, andou de faixa no Rolls Royce e depois fez discurso.

Com o sucesso relativo de público, deixou a defensiva, na preparação do golpe que virá se ele for derrotado nas eleições de 2022.

O presidente conta com a cobertura extensiva dos atos pela rádio Jovem Pan, que tem alcance nacional para disseminar o discurso do golpismo.

Fonte: viomundo.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *