Na contramão dos acordos climáticos, Congresso garante a poluição do carvão até 2040

Um dos acordos assinados em Glasgow, durante a COP, visava eliminar o carvão mineral das matrizes energéticas globais. A dependência dessa fonte na China e na Índia ainda é muito grande e explica seus compromissos climáticos aparentemente fracos. Aqui, o carvão responde por menos de 3% da geração de eletricidade, mas tem um lobby no Congresso desproporcionalmente forte. Forte o suficiente para fazer passar um projeto que garante sua utilização pelo menos até 2040. O texto passou em primeiro turno na Câmara e pelo Senado. Volta agora para Câmara novamente. Mais uma vez, nosso congresso dá sua contribuição para aumentar o aquecimento global e causar prejuízos econômicos e humanos cada vez maiores pela mudança do clima. A notícia saiu na Valor, EstadãoPoder 360 e Globo.

Sobre a transição justa de quem trabalha no setor – e que deveria ser a única preocupação do Congresso – IEMA e IDEC já mostraram que há recursos mais que suficientes para apoiar a população que hoje vive em torno do setor carvoeiro. Mas eles não são suficientes para enriquecer proprietários, lobistas e “lobiados” pelo setor.

Em tempo: O governo finalmente publicou a medida provisória autorizando o setor elétrico a tomar emprestado mais R$ 17 bilhões para pagar as térmicas que permanecem ligadas por conta da crise hídrica. A conta será devidamente rateada por todos os consumidores. Além do comentário de Míriam Leitão em seu blog, a notícia saiu nos ValorGloboExame e no noticiário da Câmara.

FONTE: climainfo.org.br

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